Planeta Vida - Área do  Professor Planeta Vida - Área das Crianças

História e Cultura de Cabo Verde

História

Em Maio de 1460, navegadores portugueses descobriram as ilhas de Cabo Verde, onde não existiam quaisquer indícios de presença humana. Foi precisamente na ilha de Santiago que o povoamento se iniciou.

A localização geográfica é estratégica quando analisada a rota de ligação da Europa, África e Brasil e permitiu que Cabo Verde se tornasse num entreposto comercial, de aprovisionamento e, nomeadamente, de tráfego de escravos. Mas com a abolição da escravatura e a deterioração das condições climatéricas, o país sofreu as consequências, passando a ser caracterizado por uma economia pobre, de subsistência.

Em 1956 surge o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), pela iniciativa de Amílcar Cabral. O PAIGC e Portugal assinam um acordo a 19 de Dezembro de 1974, instaurando-se um Governo de transição no país. A 5 de Julho de 1975 foi proclamada a independência de Cabo Verde.

Em 1991, foi instituída uma democracia parlamentar, moderna ao estilo ocidental. Hoje, Cabo Verde é um país estável social e politicamente, que goza de crédito junto de governos, empresas e instituições financeiras internacionais.

Fontes:
Página Oficial do Governo de Cabo Verde
Guia Turístico de Cabo Verde

Cultura

A cultura de Cabo Verde possui características singulares. É “mestiça”, como a sua população, numa das misturas mais originais e criativas do continente africano. No período colonial, a pintura não teve particular expressão. Segundo o Instituto das Comunidades de Cabo Verde, esta ganha relevância após a independência do país, altura em que a cultura autóctone foi incentivada. Vieram “gritos de liberdade e de busca de raízes, na qual imperou a febre do nacionalismo revolucionário”, que se reflectiram nesta forma de expressão. Com a abertura do país ao mundo, a pintura evolui, ganhando rasgos de modernidade e dinamismo.
Não é apenas a pintura que reflecte a vida e as raízes de um país, também o artesanato espelha o quotidiano da população. A cestaria em caniço, a tecelagem em algodão, o barro vermelho e a tapeçaria são áreas em que se retratam as manifestações culturais, assim como o barro vermelho. Também os trabalhos com casca de coco, o batik, a bijutaria com conchas e as bonecas de trapos expressam a criatividade dos artistas do país.

No artesanato e nas artes plásticas destacam-se nomes como Leão Lopes, Kiki Lima, Tchalé Figueira, Bela Duarte, Luísa Queiroz e Manuel Figueira, entre tantos outros.
Nas composições musicais, os eventos socioculturais que mais se fazem sentir são o Carnaval, a passagem de ano, as festas de romaria e outras festas tradicionalmente religiosas, como a do Natal, a de S. João e de outros momentos que dizem respeito aos chamados padroeiros das diversas ilhas e localidades. Nesta como noutras áreas, as influências externas fazem-se sentir, dado tratar-se de um país de emigrantes. Nomes como Cesária Évora e Tito Paris são embaixadores no mundo de Cabo Verde.
Para além de ser um país de emigrantes, este é também um país de poetas, símbolo do espírito de aventura dos cabo-verdianos. Nesta área sobressaem nomes como Manuel Lopes, Arnaldo França, Jorge Barbosa, entre outros.

Fontes:
Instituto das Comunidades de Cabo Verde
Guia Turístico de Cabo Verde