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Economia de Portugal

Desde que se juntou em 1986 à CEE – Comunidade Económica Europeia, antecessora da UE – União Europeia, Portugal tornou-se numa economia diversificada, baseada em serviços. Durante as duas décadas que se seguiram à adesão, vários governos privatizaram muitas empresas do estado e liberalizaram áreas chave da economia, incluindo os setores financeiro e das telecomunicações. O país aderiu à União Económica e Monetária em 1998 e em Janeiro de 2002 começou a circular o euro, juntamente com outros 11 estados-membros da UE.

Durante os anos 90, a economia cresceu mais do que a média da UE, mas a taxa de crescimento abrandou entre 2001 e 2008. A economia contraiu-se em 2009 e caiu novamente entre 2011 e 2013, ao mesmo tempo que o governo implementou cortes nos gastos e aumento de impostos, para obedecer o plano de resgate do FMI, assinado em Maio de 2011. As medidas de austeridade também contribuíram para aumentar os números de desemprego e emigração que não se registavam desde a década de 60. O aumento de exportções contribuirá em 2014 para o crescimento e o emprego, mas a necessidade de continuar a reduzir a dívida do setor público e privado podem pesar no consumo e o investimento. O governo do Passos Coelho tem reafirmado a sua intenção de reduzir a rigidez do mercado de trabalho e isto, a par da dominuição do défice orçamentl, poderá tornar Portugal mais atrativo para investidores estrangeiros.

O governo diminuiu o défice orçamental de 10,1% do PIB em 2009 para 5,1% em 2013, tornando-o mais baixo do que o objetivo imposto pelo FMI de 5,5%. Apear destes esforços, a dívid pública tem continuado a crescer e, em 2013, encontra-se na das mais elevadas da União Europeia. Como resultado, o governo pode ter dificuldade em reconquistar financiamento no mercado obrigacionista.

A produção agrícola representa apenas 4% do PIB. A principal cultura é a uva, situando o país entre os dez primeiros produtores mundiais de vinhos de qualidade.

Batata, beterraba açucareira, arroz, legumes, hortaliças e frutas também são importantes produtos.

A abundância de sobreiros, especialmente a Sul do rio Tejo, faz de Portugal o maior produtor mundial de cortiça (cerca de metade da produção da cortiça mundial).

Na pecuária, destaca-se a produção de ovinos e, na pesa, a da sardinha. Embora o solo seja rico em muitos minerais, como pirite, tungsténio, estanho, ferro, carvão, urânio, volfrâmio, manganésio, sal, ouro, prata e cobre, mármore, a sua exploração comercial ainda é reduzida, por se encontrarem dispersos geograficamente.

Com um passado predominantemente agrícola, actualmente e devido a todo o desenvolvimento que o país registou, a estrutura da economia baseia-se nos serviços e na indústria, que representam 67,8% e 28,2% do VAB (Fonte: INE, 2004).

O sector industrial responde por 28% do PIB. As principais actividades concentram-se nos sectores têxtil, siderúrgico, metalúrgico, automobilístico e químico. Também têm importância as indústrias alimentares (conservas de peixe, vinho, cerveja e azeite), de calçados e de cerâmica.

O sector de serviços (destaque para o turismo) responde por 68% do PIB e por 60% dos empregos.

O comércio exterior é deficitário, pois as importações – petróleo, gás natural e alimentos, entre outros – são maiores do que as exportações.

Com vista a tornar-se mais auto-suficiente em produção energética, Portugal aposta nas novas energias e vai implementar, no norte do país, o primeiro parque mundial de aproveitamento da energia das ondas. Portugal encontra-se em 41º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano de 2014.

Fonte:

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html

http://www.cplp.org/id-28.aspx