Economia
Timor-Leste, geralmente tido como um dos países mais pobres do mundo (se situa 162º sobre 182 países, de acordo com o indicador de desenvolvimento humano das Nações Unidas), enfrenta hoje uma série de problemas em sua tentativa de reconstruir sua economia após a devastação infligida sobre o país após a independência.
Sob liderança internacional, muito do sector de agricultura timorense de razoável eficiência foi convertida de colheitas de subsistência para colheitas de renda em uma tentativa de criar uma economia orientada para a exportação. Essa opção tem falhado devido aos baixos preços do mercado internacional nas culturas escolhidas para a exportação como café, que enfrenta uma baixa de 20 anos. Por causa dessa política e sentindo a falta de suas antigas colheitas de subsistência, o Timor Leste começou 2005 com uma ausência crónica de alimentos. Algo em torno de 70% de sua população passa fome em diversos níveis e houve pelo menos 58 casos confirmados de morte por inanição.
Esperanças de um futuro melhor estão depositadas no desenvolvimento da exploração de reservas de petróleo no oceano que já rende ao governo mais de US$ 40 milhões anuais de renda, e o sucesso na exportação de produtos da agricultura.
De acordo com os resultados da revisão económica trianual do Banco Asiático de Desenvolvimento a 14 nações do Pacífico, cujo relatório foi agora divulgado em Manila, Timor-Leste regista um crescimento económico mais forte do que o esperado, impulsionado pelo aumento contínuo da despesa pública e pela melhoria da produção agrícola. O BAD fez a revisão em alta do crescimento da economia de Timor-Leste em 2010, em contraste com as restantes economias do Pacífico, que deverão ter um desempenho modesto. O crescimento é atribuído ao aumento continuado das despesas públicas, nomeadamente através de transferências de cariz social, e à melhoria da produção agrícola, fruto da importação e distribuição de tractores e de melhores práticas.
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